Nova Barbie e Representatividade ?


Depois de 57 anos sendo vendida numa mesma cor e tamanho, com uma queda nos números de vendas nos últimos tempos e de olho nas mães millenialls, a Mattel lançou na semana passada a nova Barbie, ou seja, a linha Fashionistas, com a hastag #TheDollEvolves, bonecas que agora vem em novas opções de corpo e cores de pele e cabelos. 

Acho que um dos motivos que sustenta o grande fascínio pela boneca, é que com ela podemos recriar um mundo em escala menor - sapatinhos, roupas, móveis, pessoas que se parecem com as do mundo real. Quando a boneca foi lançada, a família tradicional achou meio esquisito que ela tivesse peitos, ou seja, não é uma boneca criança, é uma boneca que imita um adulto. E talvez por isso mesmo seja tão potente uma das frases de marketing da Barbie, que é #VocêPodeSerTudoQueQuiser - você, garotinha brincando de Barbie, vai projetar uma você adulta naquela boneca, de um jeito ou de outro. 


O problema é que a você adulta muito dificilmente será loira, de olhos azuis, cabelos lisos e tão magra quanto a Barbie (o que é até impossível fisiologicamente falando). A Mattel até tinha as "amigas da Barbie", que eu me lembro até dos nomes: Christy era negra, Midge, a ruiva, e Teresa, a latina, mas estas versões nunca foram super presentes nas prateleiras do Brasil. Também sempre existiram as bonecas genéricas do Paraguay, que supriam um pouco essa necessidade da variedade de cores de pele e de cabelo, assim como as bonecas das Spice Girls, que tinham até tatuagens, mas essas opções nem se comparam com a hegemonia da Barbie loira. 

Eu tinha uma Teresa (que por sinal é meu nome do meio), com cabelos castanhos e olhos verdes. Comparando com a experiência de infância do meu namorado, quando perguntei a ele como era a relação entre "ser" e querer parecer o boneco, ele disse que pouco importava a forma física, podia ser um tartaruga ninja, aquele boneco "era ele", e tudo bem, ele não precisava ter a possibilidade real de ser como o boneco na vida. No meu caso - e talvez o da maioria das meninas - sim, eu "era" a boneca enquanto brincava, mas queria crescer e ser magra e alta de olhos verdes como a Teresa. 

Tree Change Dolls - Bonecas que parecem com crianças feitas a partir de bonecas comuns, transformadas: alternativas que mostram diversidade, mas não ameaçam o mercado. 

E muito bem, em 2016, a Mattel resolveu "inovar" e "celebrar" a diversidade mundial com mais representatividade na fabricação das bonecas. O executivos da Mattel dizem que foi um "grande risco" lançar esta linha, e o que vai acontecer se elas não venderem bem, nos 150 países onde serão distribuídas ? Ou será que é na verdade um grande pulo do gato, que a empresa ainda vai virar case de markting de sucesso para sempre, ao transformar a discussão sobre representatividade em produto? A campanha dessa nova linha seria linda, se não fosse do mesmo fabricante a povoar a imaginação das meninas durante 57 anos com um único e inatingível tipo de beleza: 


E as menininhas fofas dizendo como é legal ter bonecas "iguais às pessoas do mundo real?". Sorry Matell, o mundo real não tem só sete tons de pele, quatro tipos de corpos, 22 cores de olhos e 24 estilos de cabelos diferentes, como a Linha Fashionistas tem. E como disse a Eliane Brum:
Ao final de um desses vídeos promocionais, uma menina diz: “Essas bonecas se parecem com as pessoas do meu mundo mágico”. É mesmo “mágico” o mundo em que o deus criador da Barbie se torna um avalizador da diversidade, quando não seu próprio inventor. De um certo ângulo, são sinistros os vídeos fofinhos e politicamente corretos do mundo das “Barbies da diversidade”, como já estão sendo chamadas.
É muito legal que existam bonecas com quem as meninas possam se identificar, claro que é. O que não é legal é a gente comprar essa ideia de como a Mattel/Barbie é "evoluída" - lembra da hastag: #TheDollEvolves, e que só agora eles tenham visto como é uma boa ideia investir nisso. 

E você, o que acha dessa "diversidade" da nova Barbie ?

Leitura colorida dos últimos tempos

A ideia inicial deste post era fazer um lista e falar um pouco dos livros que eu tava lendo nas férias. Acontece que na verdade eu nem tirei férias, só o recesso de natal/ano novo mesmo, e não sou muito boa nisso de falar sobre os livros que estou lendo - e para você que gosta deste tipo de conteúdo, recomendo o canal da Aline no Youtube.

Ainda por cima, acabei me distraindo um pouco desta missão ao fotografar os livros para este post, e quando vi estava separando objetos da cor dos livros e brincando um pouco disso:




Depois dessa sessão de fotos, quando fui arrumar minha estante, acabei organizando todos os livros por cor da lombada, de tanto que gostei desta história.


Mas voltando ao foco deste post, pode ser ? Vamos lá para o meu mini haul (capenga) de leitura de férias. Estes são os livros que consegui terminar de ler ou comecei a ler em dezembro/janeiro:


1. Percatempos, do Gregório Duvivier - Na verdade foi presente pra minha mãe, mas eu dei aquela lidinha marota antes de embrulhar, é um livro bem gostoso e rapidinho, com tiradas cotidianas ilustradas em aquarela. Gregório sendo genial, como sempre, não tem muito a declarar, sou meio tiete mesmo. 





2. Personal Stylist, da Editora Senac - este é emprestado, estou lendo mesmo pela questão da bibliografia, mas achei ele muito chatinho, muito quadrado, muito regrinha de revista. Então não tem muito comentário sobre ele, sorry. Se você quer estudar o assunto - consultoria de imagem - recomendo o livro da Oficina de Estilo (que já apareceu por aqui) que tem uma abordagem muito mais legal. 

3. A Mágica da Arrumação, Marie Kondo - muita gente já leu e comentou este livro um milhão de vezes, e eu queria registrar que ok, ele tem algumas sacadas bem legais - como a máxima de escolher os objetos que ficam na sua casa pelo critério "se isto de traz alegria, mantenha, senão, jogue fora"; mas que é muuuito auto ajuda pro meu gosto. Embora eu não consiga desconsiderar o efeito positivo que sua leitura pode trazer à várias pessoas, incentivando uma mudança de hábito, achei a leitura bem repetitiva, muito mais do mesmo, algumas dicas meio óbvias. Prefiro, por exemplo, a abordagem do blog da Thaís - Vida Organizada, onde ela trata do mesmo assunto em diversos posts com uma visão bem mais prática, realista e mão na massa - confira o Guia para Destralhar, por exemplo. 

4. A Amiga Genial, Helena Ferrante - livro que minha mãe me emprestou e UOW - melhor livro do ano de 2015. Trata-se de uma série com mais livros, mas apenas este foi publicado em português ainda. O livro fala da historia de duas amigas na cidade de Nápoles durante o pós guerra, e todas as transformações da infância para a juventude, incluindo todo tipo de competição que pode acontecer entre duas meninas da mesma idade, é costurada muito sutilmente por uma visão crítica da sociedade, de um jeito muito legal. Tudo é narrado com muita delicadeza e você vai se envolvendo com a historia de Lina e Lenu. Recomendo, recomendo, recomendo, por favor leiam.  


5. Remake it Clothes - um achado baratinho na Livraria Cultura, livro gringo sobre upcycling, que inclui exemplos de marcas que refazem e reinventam roupas (vou pinando tudo à medida que vou lendo) e também receitinhas e tutoriais para você exercitar em casa. Em inglês, ainda não acabei de ler, mas tá valendo muito a leitura!





6. Jardim Urbano, Matt James - Por último, o livro que está mais no comecinho, mas tem me dado muitas ideias para o meu quintal, este livro da Editora Senac é bem bacana, didático e ótimo para quem é leigo e quer se aprofundar. Minha crítica seria que talvez ele seja um pouco gringo demais com relação ás espécies de plantas, mas quando eu terminar de ler posso avaliar melhor. 

Estes são os livros que li / estou lendo nos últimos tempos. Você se interessou ou já leu algum ? Conta pra mim nos comentários!

Vestido de Festa - Comprar ou mandar fazer ?

Vestido de Festa - Comprar ou mandar fazer ? | www.creyssaphyna.com


Janeiro costuma ser uma época que acabamos pensando muito em vestidos de festa ou de gala. Culpa das premiações como o Oscar e o Globo de Ouro, mas também porque muitas formaturas acontecem no começo do ano, até março pelo menos. 

Achar um vestido longo de festa é sempre uma saga. É uma compra cara, que será pouco usada, que requer bater muita perna para não comprar algo totalmente fora do seu estilo, porque convenhamos: tem muita coisa cafona cheia de brilho por aí. E olha que sou uma Drag Wannabe, pra eu reclamar de brilho tem que ter muito mau gosto!



No ano passado, fui madrinha de casamento em outubro, e a noiva deu o tecido para todas as madrinhas, que faziam um degradê de cores. Desse jeito, cada uma era responsável pelo seu modelo e pela confecção do seu vestido. 

madrinhas reunidas  


Neste caso, não tinha escolha, você deveria mandar fazer seu vestido, tava resolvido. E vendo o resultado dos vestidos, eu sempre acho que é a opção mais legal!! Muita gente acha que quando você já tem um tecido ou uma cor a criatividade fica limitada, mas é bem o oposto disso. Processos criativos gostam e precisam de limitações, se não vira um vale tudo como aquelas experiências no jardim de infância, em que você misturava todas as canetinhas achando que ia dar uma linda soma, e no final ficava uma mancha cor de burro quando foge. Quem nunca ?

Se você tem uma festa e ainda tem tempo de mandar fazer um vestido ao invés de comprar um pronto, compartilho um pouco de como foi meu processo:

♥ Conheça a costureira, peça para ver modelos que ela já fez. Peça indicação das amigas ou mesmo das lojas de tecido, e mesmo assim, peça para ela te mostrar trabalhos anteriores, para você conferir se o estilo de confecção dela bate com o seu estilo pessoal. (Se você for de Campinas, me manda e-mail ou inbox nas redes sociais que eu indico profissionais que conheço).

♥ Sobre o tempo de antecedência, recomento uns 2 a 3 meses de antecedência para começar a fazer. Muitas costureiras são super disputadas, eu por exemplo combinei com a minha com 6 meses de antecedência, mas só fui tirar as medidas mais perto da data para não correr o risco de mudar muito de medida, para mais ou para menos (ok, risos aqui, mas tudo bem). Dois meses foi um tempo tranquilo para provar e ficar pronto antes da data, no meu caso.

♥ Tente levar o máximo de informações e referências possível. Muitas lojas de tecido oferecem junto com a compra o desenho do modelo, aproveite essa facilidade. Se você tiver habilidade, desenhe! Vale levar revistas, imprimir do pinterest, mas sempre com consciência - não é porque está lindo na menina de 30 kilos que vai ter o mesmo efeito no seu corpo, muitas vezes a modelagem do seu vestido da referência não funciona no tecido que você comprou, etc. Aqui vai ser muito importante o diálogo e a confiança na costureira que você escolheu. No meu caso, tive que fazer alguns ajustes na ideia do meu desenho por conta do meu tipo de corpo (alô peitão) e do tecido. 


Desenho para Vestido de Madrinha | Anna Kuhl | www.creyssaphyna.com
Juro que só percebi a semelhança com a Rose do Titanic quando acabei de desenhar, hehehe

No dia da festa, acabei não tirando quase nenhuma foto boa porque estava muito ocupada sendo madrinha, brincando na cabine de fotos e me alcolizando ops.  Mas aqui vai um pouco do resultado final:




No começo, eu não queria bordados, mas a Luci (costureira) sugeriu colocar em alguns lugares, com aplicação de renda, e fiquei muito grata pela sugestão, senão teria ficado meio sem graça e lisão. Você não precisa encher o vestido inteiro de firula - canutilho, renda, nude ilusion, tudo ao mesmo tempo, como vemos nas lojas; muitas vezes uma manga diferente, um detalhe em um lugar inusitado ou apenas uma aplicação de renda ou bordado já deixam o vestido bonito e ainda dentro do seu estilo pessoal.

Espero que este post ajude e inspire pessoas em dúvida sobre comprar ou mandar fazer vestidos de madrinha ou formatura. Para inspirar um pouco mais, tem meu board no Pinterest de vestidos de festa:

               Siga o painel Gala: Formaturas e Casórios de Anna Kuhl - Creyssa Phyna no Pinterest.  

Me conta nos comentários - já fez algum vestido de festa com costureira ou tem vontade ?

Vídeo: Achados de Brechó em Campinas



No ano passado, eu fui a um brechó aqui em Campinas e fiquei tão empolgada com as coisinhas que achei que fiz este vídeo, mas só consegui editar e subir agora. Mostro no vídeo os achados que fiz naquele dia (foram muitos!) e também alguns achados mais antiguinhos que já estavam por aqui. 

Quando eu faço compras em um brechó, eu tenho vários objetivos para as peças - pode ser para eu mesma usar, se não me servir pode acabar indo para meu bazar; mas geralmente vai tudo para o meu acervo de figurino, que uso para dar aulas (de teatro e de figurino). Ás vezes eu me apego muito e guardo aquela peça como item de coleção, acontece!



Lista dos Brechós que eu comento no vídeo:

Casa de Apoio Bom Pastor - Rua Fernando Caselatto, 89 - Barão Geraldo http://www.casabompastor.org.br/bazar.htm

Os Seareiros - Brechó que acontece em datas específicas, tem que ficar atento às divulgações.
Casa de Jesus - Av. General Carneiro, 229
www.seareiros.org.br/

Bazar Tudo Serve - Ceak - Rua Ferreira Penteado, 1040 - Cambuí - Campinas / SP
Fones: (19) 3231.1449 / 3231.5713

Brechós no Terminal de Barão Geraldo - Geralmente às terças feiras

Post guia maravilhoso da Stella com lista de brechós: http://digaxs.com/brechos/

Gostaram do vídeo e doas achados ?
Me contem se vocês já conheciam algum dos brechós ou se tem algo parecido em sua cidade!