terça-feira, outubro 28, 2014

Auto-análise Creyssa [Rotaroots / Blogagem Coletiva]

Mahoe, olha nóis aqui novamente, com mais uma blogagem coletivaaaa Rotaroots yey !
Adorei este outra tema sugerido, que é uma auto-análise blogueira. Vou contar algumas coisinhas sobre o blog que talvez vocês não saibam !



Nome é aquela coisa né, uma eterna dúvida e tensão entre amor e vontade de mudar. Eu acho que o nome é meio complicado, sempre preciso soletrar (até aí, meu nome de pessoa também precisa ser inteiro soletrado, minha mãe não facilitou) e muita gente não entende de cara, mas eu acho que tem taaaanto a ver comigo! Primeiro, por ser uma contradição, por somar opostos, e quem me conhece sabe que eu sou um paradoxo ambulante. E segundo porque eu sou bem creyssa mesmo, no melhor sentido da palavra, de ser muquirana, de fazer muito mais por muito menos, de andar descalça e mulamba sem medo por aí. 

Quando criei o blog, eu tinha acabado de terminar a faculdade e não sabia direito o que seria da minha vida, então foi uma maneira que achei de canalizar minha energia criativa para um lugar que não dependia de nenhuma decisão alheia. Um lugar onde eu podia dividir bobagens, postar fotos de divas que eu gostava, coleções de coisas bonitas que eu vivia salvando da internet (a era pré-pinterest, hehe) de vez em quando aparecia até bastante look do dia. Minhas irmãs também participavam, e era uma maneira que a gente tinha de ter um projeto em comum. Por isso mesmo um dos blogs que eu mais gosto desde o começo até hoje é o A Beatiful Mess, que tem duas irmãs como "cabeças do negócio", e que fazem tudo de um jeito tão lindo, mas ao mesmo tempo simples e despretensioso. Era isso que eu sonhava pro Creyssa, hehe. 




Gosto muito de escrever sobre inspiração e processos criativos, e aqui no blog eu faço de maneira mais leve do que no meu trabalho, já que o compromisso é comigo mesma. Gosto de falar de bobeira como se fosse coisa séria - exemplo, posts sobre cultura pop ou sobre sacolagem. Também gosto muito de brincar visualmente, então meu xodó são os posts de fotografia e de desenho. Gosto muito quando algum post que eu faço ajuda alguém de alguma maneira, como por exemplo, os posts sobre cursos ou dicas / achado / coisinha. Fico muito feliz toda vez que alguém se identifica e coloca nos comentários que sente ou acha alguma coisa parecida com alguma situação que descrevi.

Lá no começo, eu adorava me justificar. Começava quase todo post me desculpando pela qualidade das imagens, pela demora em postar, por qualquer coisa. Com o tempo, fui ficando mais segura e mais ciente de que o blog é feito no meu tempo livre, e que vai ser sempre um reflexo do que estou vivendo naquele momento. Agora lá se vão quase cinco anos de blog e fico muito feliz quando leio textos antigos ou vejo fotos que fiz há mais tempo, e me reconheço em tudo isso.

Acho que o blog me ajuda muito a fazer mais coisas que eu gosto de fazer de verdade, e me tira bastante da zona de conforto. Também me ajuda a ser menos jacu e interagir mais com as pessoas. 



Eu queria muito que o blog fosse mais "interativo", que as pessoas acompanhassem a resposta que eu dou aos comentários, por exemplo - ainda estou estudando como implementar isso. Acho que sou muito ruim socialmente, pois morro de preguiça do face, mal apareço no twitter, e só agora tenho sido mais ativa no instagram. Funciono melhor no Pinterest e no Blolovin, mas gostaria de me comunicar melhor com os leitores. Também quero muito aprender mais ferramentas de design e de programação, para mexer mais no layout e deixá-lo bem do meu jeitinho. 

Outro desejo antigo é colocar em prática - de verdade - os projetos de ilustração, participar mais de tags e blogagens coletivas, e abrir um canal no youtube. Eu queria muito fazer mais projetos de DIY, principalmente se fossem de costura. E também trazer mais receitas e falar de livros que eu gosto. 



E pra fechar esta auto-análise, vou deixar aqui meus cinco posts favoritos, pelo menos nesse momento. Geralmente gosto mais dos posts com menos audiência, hehe. Vamos lá:
  1. Que historia sua casa conta sobre você
  2. Cursos de costura do SESI
  3. Não fique ruiva em casa, pergunte-me como
  4. Fevereiro em Buenos Aires
  5. Paperdolls do Vestido Viajante
E vocês, estão participando desta blogagem também ? Me avisa e deixa o link para eu poder ler a análise do seu blog também. E me avise se você tem algum post aqui do Creyssa que é seu favorito ;)

segunda-feira, outubro 27, 2014

5 brinquedos que eu queria ter guardado para meu filho [Rotaroots]

Eu dei uma dormida no ponto e deixei os temas do Rotaroots todos pro final do mês, então tá decidido que essa vai ser a semana Rotaroots, que os temas de outubro tão uma lindeza só!

Eu amo brinquedos e inclusive sou colecionadora obsessiva de miniaturas. Acho que eu e o namorido somos dois dos adultos com mais brinquedos que eu conheço. Um simples rolê na blogosfera já aponta outros adultos com mais bonequinhos que nós, mas acho que isso tem muito a ver com ter tido uma infância bem sóbria, marcada pela inflação, crises econômicas e um constante medo do desemprego que nossos pais sentiam (e olha que essa era a famosa era de ouro do FHC, segurem essa barra, crianças pró-aécio). Então a gente compensa agora, enquanto ainda temos condições > insira aqui seu comentário crítico pós eleição. 

Não vejo a hora de ter filhos e de eles chegarem a uma idade boa pra brincar, porque eu vou fazer de tudo pra eles: casinha de madeira e papelão, mini objetos, roupinhas de boneca, fantasia de super herói ou do que eles quiserem que eu costure / invente, enfim, vai ser uma bagunça e não interessa se vão ser meninos ou meninas. Sem mais delongas, vamos ao tema da blogagem coletiva: 5 brinquedos que eu queria ter guardado para meus filhos / filhas!

1) Sapatinhos e demais miniaturas da Barbie

taí uma Barbie bem de vida 

Se tinha algo que demonstrava seu status social numa brincadeira de Barbie era o tanto de sapatinhos, móveis e acessórios que você tinha, hahaha. Porque como era caro comprar essas coisinhas pequenas, viu crianças ? E geralmente a boneca vinha com apenas um par de sapatos, que logo era perdido, e também era incomum vender separado, então quanto mais sapatinhos você tinha, geralmente você devia ter muitas Barbies. Pra ajudar, as paraguaias às vezes vinham descalças, hehehe. Com mais duas irmãs meninas, lá perto dos meus dez, doze anos (sim, brinquei de boneca até um pouco depois desta idade, sim, me zuaram na escola por isso, e sim, nem ligo =P), nós conseguimos juntar uma coleção considerável de bonecas e mobiliário (a maior parte do Paraguay, lógico), e consequentemente, uma pequena coleção de miniaturas que guardávamos como verdadeiros tesouros: sapatinhos, utensílios de cozinha e escritório, roupinhas, acessórios pequeninos em geral. Guardamos durante um bom tempo, até nossa irmã mais nova brincar bastante, mas depois foi tudo foi se perdendo nas mudanças e doações, e nem gosto de falar / pensar nisso, que gera desgosto e briga.

2) Bonecas das Spice Girls.

a gente tinha exatamente a Mel B, Mel C e Victoria da primeira foto coleção, e a Emma e Geri da segunda foto, na caixa.

Minha mãe foi estudar na Inglaterra quando erámos crianças, e isso foi a glória para uma fã das spice, como podem imaginar. Eu queria que ela tivesse trazido plataformas e vestidos com a bandeira, mas minha mãe foi sábia e trouxe apenas as bonecas (e doces, muitos doces). Não foram todas, se não me engano a Geri, Mel B e a Emma, e depois compramos aqui no Brasil a Victoria, no meu aniversário. Pouco tempo depois, numa viagem escolar da sexta série (sim, sexta série) eu achei uma Mel C genérica do Paraguay e comprei escondido dos meus colegas, pra não sofrer bullyng, hehe. Então tivemos a banda completa, e creio que ainda devem estar em algum lugar na casa da minha mãe, mas não em perfeito estado. Quebramos algumas cabeças e perdemos pecinhas com o passar do tempo, eu gostaria de ter cuidado melhor, de tê-las tratado como item de coleção, mas por outro lado, me trouxe muita diversão ter brincado tanto assim com elas. 

3) Roupa velha e divertida

não é de hoje o hábito de guardar molambos e travestir-me

Não que eu não guarde toneladas de roupa velha comigo até hoje - como o vestido de lantejoulas da Baby Spice no armário - mas tem algumas especifícas da infância que devem ter virado trapo e eu adorava. Nos divertíamos HORRORES com as roupas velhas da minha mãe, montavámos um monte de figurinos, era echarpe que virava odalisca, roupa branca que virava túnica grega, camiseta mulambenta que virava roupa de mendigo, um verdadeiro desfile. Lembrei esses dias de um vestido de grávida hippie da minha mãe, que era lindo lindo de morrer, e que sujamos de mostarda um dia; gostaria muito de saber onde foi parar, para transformá-lo em blusinha. Podem não ser as mesmas, mas meus filhos podem ficar tranquilos: não vai faltar roupa velha disponível para eles brincarem. 

4) Estojão completão do Paraguay


Taí uma coisa que amei ganhar e que também já revelava meu futuro. Uma pena que era algo que com certeza não ia durar por mais de uma geração - não durava nem um ano escolar, hihi. As canetinhas secavam rápido, a parte de plástico do estojo não aguentava muitas viagens, mas descobrir que aquarela existia era uma coisa ~mágica.

5) Coleções de coisas que eu achava por aí - pedras, florzinhas, botões, etc


Eu brincava muito com coisas que a natureza me dá achava por aí, como flores, folhas, pedrinhas, penas, sementes, botões, cacos de azulejo, todo tipo de coisera. Montava famílias, árvores genealógicas, histórias épicas e intrigas juvenis com essas coisinhas, como se fossem bonecos. Também integrava com a brincadeira da Barbie, usando como comida, arranjo de mesa, e o que mais eu achasse que aquela coisa poderia ser. Uma vez nossa mãe nos levou ao zoológico e fizemos uma coleção de penas que deixou nossas barbies de lado por boas semanas, de tanto que gostamos delas.

Fonte das imagens desta lista: Reprodução de achados no Pinterest ou Google Images, porque infelizmente eu não tenho fotos das coisinhas citadas =(

domingo, outubro 26, 2014

Sobre ter um cão ♥ [Campanha especial Rotaroots ABRAÇANDO PATINHAS]

Demorou para que na minha casa chegasse um animal de estimação. Passamos toda a infância com alguns passarinhos, peixinhos e hamsters muito ocasionais, já que sempre moramos em apartamento. 

Quando a Paçoca chegou, eu era a bad cop da operação. Eu não queria que ela entrasse em casa, queria que ela aprendesse tudo rápido, que não fizesse bagunça, enfim, eu falava um monte de não toda hora. Eu era a chata. 

um doce de filhote

Só que ao contrário dos filhotes padrão, Paçoca foi um doce - rrá, tudumts - durante seu crescimento. Podemos contar nos dedos as coisas que ela quase destruiu, nada foi perda total, porque ela se entregava antes, e ficava o resto do dia se martirizando, embaixo da pia do banheiro, sofrendo sua auto punição. 

Assim que ela pôde sair na rua para passear, vieram as pedras no caminho. Um pouco por causa da fama de cachorro bravo que tem o pastor alemão, não sei vocês, mas as pessoas aqui na vizinhança morrem de medo, mudam de calçada, pegam seus preciosos shitzus e yorkshires e colocam no colo, hide yo kids hide yo wife. Ok, nem todas as pessoas, mas no começo foi díficil, e pra ajudar, Paçoca queria desbravar o mundo, pulando e se comunicando com qualquer pessoa que cruzasse seu caminho - com especial apreço pela terceira idade. E quando você vê um cachorro "de puliça" com 30 kilos latindo e indo em sua direção, ok, eu te perdôo, porque eu sei, tenho certeza absoluta que ela não vai fazer nada e que vou segurá-la, mas você não sabe

sério que dá medo essa bichinha ? sério ??

É verdade, não há cão de guarda como um pastor alemão, que consegue distinguir quem é estranho e quem é conhecido / amigo em poucos segundos. Ela é um amor, a não ser que você pule o muro da minha casa no meio da noite ou chegue perto numa moto, Paçoca ODEIA motos, especialmente as que entregam coisas, e também desgosta especialmente da van do correio, uma ironia, já que o correio nos traz tantas coisas boas ♥ um beijo para nossos amigos carteiros!

Com um cachorro maior, não tem como, precisa passar pelo adestramento. Depois das aulas, ela nunca mais tentou pular em ninguém na rua e nos obedece muito bem em público. É comum que os cachorros pequenos passem por ela e tentem arranjar briga, latindo e rosnando, mas ela ignora. Aliás, é dificil que ela faça amizades, porque os outros donos ficam com medo do tamanhão dela #lastimosa. Em compensação, donos de pastores alemão macho nos param o tempo todo, descem da bicicleta, estacionam o carro no meio da rua, deixam o telefone deles, pegam o nosso telefone, é uma verdadeira loucura. 

 de boas aqui vendo a fila dos meus pretendentes crescer 

E sim, queremos que ela tenha filhotes, mas muito mais para que ela tenha companhia, pretendemos ficar com todos / com alguns / com pelo menos um, e também por motivos de saúde - para diminuir os riscos de tumor de mama, embora uma pesquisa rápida no google possa te dizer o contrário, e a nossa fonte é a veterinária que atende a Paçoca. Também já pensamos em adotar um amigo para ela, quase fiquei com a Rosinha (história aqui). Ela não tem pedigree, veio de uma família que colocou um anúncio na internet e que não estava vendendo, mas doando em troca do valor das primeiras vacinas. 

Só mesmo tendo um cachorro em casa você percebe que a responsabilidade do dono vai muuuuuito além do básico - comida, água, veterinário, limpar cocô e xixi; por exemplo: já pensou quando você sair de férias, como vai levar o cão junto ou se tem alguém responsável em quem você confie para ficar com ele ? Guarda responsável tem muito mais a ver com atenção, entrega e respeito. Tem a ver com o quanto você está disposto a se doar por este bichinho que só vai te dar amor. Tenho certeza que muito da personalidade tranquila da Paçoca se deve ao fato que ela recebe muita atenção e carinho o tempo todo - ela brinca e passeia muito, pode entrar em casa, passeia de carro, pode fazer o que quiser. Quer ter um bicho que te obedeça, que seja tranquilo e que não destrua a casa ? Fácil. É só tentar oferecer a ele o mesmo tanto de amor que ele te dá - e pode ter certeza, vamos sempre ficar aquém nessa conta. 

Uma família feliz ♥

E aí que não é você escolhe o cachorro, e sim o cachorro que te escolhe. Por isso a gente acha um absurdo que as pessoas "comprem" cachorros / gatinhos, como se fossem objetos, sem pensar no que vai ser depois. Ou pior ainda, gente que abandona, que faz pouco caso, que deixa trancado em casa sem água, me pone loca. Tudo que sei sobre guarda responsável e adoção consciente, eu aprendi com a Paçoca e principalmente com o meu namorado Antonio, que é o maior exemplo de entrega e respeito aos animais que eu conheço (um bêjooo amorrrr perdoa aquela louça na pia, vai ♥).

Se você ainda não tem exemplos como esses na sua vida (ou não sabe que tem ainda), o projeto ABRAÇANDO PATINHAS - Rotaroots te ajuda, com uma colinha sobre os pilares da guarda responsável e adoção consciente:
  1. Educação das crianças sobre a necessidade do respeito aos animais
  2. Denúncia e vigilância contra maus tratos aos animais
  3. Castração dos peludinhos pra evitar o abandono dos filhotes não planejados
  4. Vacinação para todos
  5. Visitas regulares ao veterinário
  6. Conscientização contra os abandonos, principalmente no final do ano
  7. Necessidade de auxílio aos cães e gatinhos mais idosos
  8. Alimentação digna e saudável
  9. Espaços adequados para a diversão e bem-estar
  10. Higiene constante do local onde moram e também deles mesmo
Agora em outubro, no dia 04, foi comemorado o Dia Internacional dos Animais. E para celebrar esta data, o Rotaroots lançou não apenas um tema de blogagem coletiva, mas também uma ação offline em parceria com a Max Total Alimentos e uma ong de apoio aos animas, a ABEAC. A blogagem coletiva é apenas uma das opções de colaborar, você também pode apadrinhar cães e ajudar na divulgação para a adoção deles, doar ração e incentivar seus amigos a doar, tudo de maneira bem transparente, e explicado direitinho aqui: como participar. 

“Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos. Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC, ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook ”

domingo, outubro 19, 2014

[Fotografia de Domingo] Cotidiano

Hoje a fotografia de domingo é na verdade da semana inteira. Tenho trabalhado em casa ultimamente, e reparado mais nos pequenos detalhes, que divido aqui com vocês. 

postais que recebi das miguxa  ♥♥♥

eu amo tomar chá, mas não tá sendo possível ultimamente .... os da foto são de melissa, jasmim e um que mistura várias frutos e tem canela 

 tô fazendo uns bordados para um figurino novo e me apaixonando de novo pelas lantejoulas. Minhas favoritas são essas pequeninas.

 andei imprimindo novas imagens pra colocar de inspiração na minha parede magnética.

será que eu gosto de matrioskas ??? tanto o tapete quanto o ratinho foram presentes da minha sogrinha linda. 

será que eu gosto de bolinhas ? Varal aqui de casa. 

Uma boa semana para todo mundo!

Talvez você também goste destes:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...